Ministério de Esportes: IBC Futebol Infanto-juvenil

A Igreja Batista Compartilhar, na cidade de Santo Ângelo-RS,   dois anos conta com uma escola de futebol voltada para crianças e adolescentes. Sob a direção do ex-jogador de futebol profissional Rogério Sá ( ou Fula, como é popularmente conhecido) ,as crianças e adolescentes tem recebido um treinamento profissional e muito bem supervisionado, que visa criar e desenvolver o talento esportivo dos alunos. Além do maiDSC_0420s, esse importante ministério tem buscado, sob a ótica cristã, transmitir valores e princípios que nortearão a vida dos garotos que fazem parte da Escola de Futebol IBC.

 

Formação integral é um termo que pode ser bem empregado a tudo o que tem sido feito na Escola de Futebol IBC, já que o objetivo do ministério de esportes vai muito além de formar jogadores. Os alunos são incentivados a desenvolver o raciocínio, a comunicação, bem como o uso da criatividade na resolução de problemas típicos do mundo esportivo. Há também um crescimento no campo social e comunitário por ser a prática de esportes uma dinâmica social e que une a comunidade, neste caso, os pais, familiares e amigos dos alunos que se conhecem e se integram no momento dos treinos da escola de futebol. Quanto aos alunos, eles são  incentivados à construção de relacionamentos sadios, necessário aos  esportistas.  Por fim, porém não menos importante, é o crescimento no campo espiritual. Como a Escola de futebol IBC faz parte de um grupo cristão que tem buscado ao Senhor em espírito e verdade, nada mais natural do que auxiliar os aprendentes na caminhada espiritual, que é inerente a todo ser humano. 

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Como já citado, um dos principais alvos do ministério de esportes é o claro incentivo ao desenvolvimento do relacionamento individual e coletivo dos atletas com Deus. Como é de conhecimento geral, o desenvolvimento espiritual de uma pessoa é imprescindível para seu crescimento e amadurecimento.

 

Atletas, cristãos, bons cidadãos, pessoas que façam a diferença, sim esse é o plano da IBC, formar pessoas integralmente!DSC_0655

Cuida de ti mesmo

Por Ziel Machado, em Blog do Servo.

 Pastor Ziel Machado

Tenho ouvido com certa frequência a seguinte pergunta, por que você corre?  Aqui vai minha resposta.

A vida nos obriga a fazer escolhas. Uma jornada de intensa alegria e autogratificação, pode nos conduzir a finais trágicos. Escolhas que parecem acertadas e que produzem o prazer imediato, podem esconder um processo lento e corrosivo de autodestruição. Outras vezes, um caminho que nos conduz em direção a dor, ao limite, a sensação e expressão de extrema fragilidade, pode nos levar a um final glorioso. É certo que terminar uma maratona é uma glória passageira, fugaz, mas, ainda assim, cheia de significado.

O caminho que nos faz superar os 42,195 Km de uma maratona é longo, com uma ampla variedade de desafios. Ele nasce no silêncio de um desejo secreto, que teme se tornar palavra, um compromisso público. No meu caso nasceu da necessidade de superar um estilo de vida sedentário, que estava colocando minha saúde em sério risco, e levou-me a pedir ajuda, a reconhecer que algo deveria ser feito e que, sozinho, não seria capaz realizar. Assim, junto com um processo de reeducação alimentar, cheguei até um grupo de corrida. Eu perguntava, será que a esta altura da vida ainda sou capaz de aprender? Será que sou capaz de lutar contra hábitos tão profundos na minha forma de me alimentar, descansar (ou não descansar)? Será que ainda sou capaz de encontrar um estilo de vida que saiba discernir as prioridades em meio as minhas muitas urgências? Como encontrar tempo em meio a tantas coisas importantes que estou envolvido?

Comecei lentamente, com o auxílio de minha bengala, a caminhar. Em sofrimento seguia os meus curtos passos, a cada passo uma luta com a vontade de desistir mas, cada metro vencido era uma vitória. As mudanças começaram ocorrer, do lado de fora, o meu peso foi baixando, a maior mudança contudo, estava ocorrendo, de forma sutil, de dentro para fora. No grupo as pessoas compartilhavam suas histórias, de como aquele momento de correr se tornou em um novo estilo de vida. Me encantava ver como se dava esta transposição da superação de obstáculos nos treinos e provas para as experiências cotidianas da vida. Neste ambiente ouvi dos 5Km, dos 10km, sentia um misto de atração e temor pelo desafio. Entre apavorado e exultante ouvi pela primeira vez o meu treinador dizer, “chegou o momento, você deve se inscrever na próxima corrida de 10 Km!” A euforia tornou-se ansiedade mas lá, no dia da prova, uns amigos se colocaram ao meu lado e disseram, “vamos juntos, fica tranquilo você consegue”.E assim foi, com os 15Km, os 21Km, e os 25Km, até chegar a ideia dos 42,195 Km.

Vieram os treinos longos. Eles me ensinaram a discernir entre prioridades, a mudar a forma de me alimentar e descansar, a rever meus hábitos em relação ao consumo de água e da disciplina do sono. Chegou o dia da primeira maratona, havia memorizado o percurso, seguido a risca toda as recomendações do mestre. Resolvi seguir um corredor experiente, queria manter um ritmo seguro que me permitisse concluir aquela prova. Doce ilusão, maratona não é matemática, as coisas ocorrem de maneira surpreendente. No 33 Km meu pacer “quebrou”, agora teria que seguir só, foi um momento de pavor. Um pouco adiante encontrei o meu treinador, ele reforçou algumas recomendações sobre como seguir adiante e não somente isso, ele chamou um companheiro de equipe e disse, ” acompanhe o Ziel até o 38Km, se ele não sentir câimbras até lá, deixe-o seguir adiante.” Quando me vi sozinho no 40Km exausto, pensei, ” vou desistir tão perto do fim?” Nisso ouvi a voz de uma companheira de equipe que se aproximava e dizia, ” pode tirar essa cara de desistência do rosto, eu vou te levar até o final, respire e siga o meu ritmo!” Cruzar a linha de chegada foi algo profundo, especial, reverente, magnífico, uma experiência espiritual (acho que um pastor pode falar assim, não é?).

Desde 2010 essa experiência de concluir uma maratona já se repetiu por 7 vezes. Seria necessário um livro para poder descrever todas as transformações pelas quais tenho passado como resultado deste novo estilo de vida, acho que ainda o escreverei. Tudo isso me veio a mente para lembrar que, nossa humanidade não é contrária a nossa vocação, que o cuidado com a saúde modela o exemplo de mordomia deste dom magnífico que Deus nos deu, a vida! Como escreveu Paulo a Timóteo; “tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”. Isso tem implicações ministeriais importantes. Concluir uma maratona é um momento de glória, de certo fugaz, mas cheia de significado. É um momento de gratidão ao Autor da Vida.

Então, o que nos impede de levar a sério o cuidado com nossa saúde física? O que isto revela?

Um forte abraço e o desejo de um 2014 com mais cuidado de ti mesmo e da doutrina.

Ziel Machado, pastor.

FONTE: servodecristo.org.br/cuida-de-ti-mesmo/

Igreja: Organismo x Organização

O texto a seguir é de autoria de A.W. Tozer (Aiden Wilson Tozer , 1897 – 1963).

Tomo-o como base para servir de reflexão , diante do anoA.W. Tozer que está para iniciar-se, sobre a vida da igreja que é um organismo , mas tem a sua face de  organização . Tozer resume bastante do que possa ser dito sobre isso. Que o Espírito Santo possa dirigir cada leitor na análise e apreensões que forem úteis a cada realidade particular. Boa Leitura.

Hélio R Magaldi

Organização: Necessária e Perigosa

A organização é, de forma básica, o arranjo de várias partes de um todo numa relação tal umas com as outras que um fim desejado possa ser atingido. Isto pode ser feito por consentimento ou compulsão, dependendo das circunstâncias.

Certo nível de organização é necessário em toda parte, através de todo o universo criado, e em toda sociedade humana. Sem ela não poderia haver ciência, governo, unidade familiar, arte, música, literatura, nenhuma atividade criativa.

A vida requer organização. Não existe vida em separado do meio através do qual ela se expressa. Ela não pode subsistir por si mesma, independente de um corpo organizado, sendo achada apenas onde existe algum corpo, alguma forma em que possa residir. E onde existe corpo e forma existe organização. O homem, por exemplo, é a soma de suas partes organizadas e coordenadas e nelas e através delas o mistério da vida encontra expressão. Quando, por um motivo qualquer, as partes se desorganizam, a vida se acaba e o homem morre.

A sociedade exige organização. Caso os homens devam viver juntos no mundo, eles precisam ter alguma forma de organização. Isto foi reconhecido em todas as épocas e lugares e é visto em todos os níveis da sociedade humana, desde a tribo selvagem até o império mundial. De maneira ideal, o objeto do governo é conseguir ordem com um mínimo de restrição, permitindo ao mesmo tempo um máximo de liberdade ao indivíduo. um corpo organizado, sendo achada apenas onde existe algum corpo, alguma forma em que possa residir. E onde existe corpo e forma existe organização. O homem, por exemplo, é a soma de suas partes organizadas e coordenadas e nelas e através delas o mistério da vida encontra expressão. Quando, por um motivo qualquer, as partes se desorganizam, a vida se acaba e o homem morre.

O fato de certa restrição da liberdade individual ser boa e necessária, é algo admitido por todas as pessoas inteligentes; e que muita restrição produz resultados negativos é também algo admitido por todos. Surge o conflito quando tentamos definir “certa” e “muita”. Quanto é “muita”? e quão pouco é “certa”? Se isto pudesse ser estabelecido a paz desceria sobre o Congresso e o Parlamento, os partidos políticos entrariam em acordo, e uma criança os levaria pela mão.

A diferença entre a escravidão e a liberdade é apenas questão de grau. Os próprios países totalitários gozam de alguma liberdade, e os cidadãos das nações livres precisam suportar certo grau de restrição. É o equilíbrio entre ambos os elementos que decide se um dado país é escravo ou livre. Nenhum cidadão bem informado acredita ser absolutamente livre. Ele sabe que sua liberdade precisa ser restringida de alguma forma para o benefício de todos. O mais que pode esperar é que a restrição seja mantida num mínimo. A este mínimo de limitação ele chama de “liberdade”, e tão preciosa é ela que está disposto a arriscar sua vida a fim de mantê-la. O mundo ocidental travou duas grandes guerras num espaço de vinte e cinco anos a fim de preservar este equilíbrio de liberdade e escapar às restrições mais severas que o nazismo e o fascismo lhe teriam imposto.

Pela sua formação cristocêntrica e religiosa, este escritor naturalmente associa tudo à religião cristã. Desde há muitos anos eu me preocupo com a tendência de organizar demasiado a comunidade cristã, e já fui acusado por causa disso de não acreditar na organização. Mas a verdade é muito outra.

O homem que se opuser a toda organização na igreja ignora completamente os fatos da vida. A arte é a beleza organizada; a música é o som organizado; a filosofia, o pensamento organizado; a ciência, o conhecimento organizado; o governo não passa de sociedade organizada. E o que é a verdadeira igreja de Cristo senão o mistério organizado?

O pulsar do coração da igreja é vida — na frase feliz de Henry Scougal, “a vida de Deus na alma do homem”. Esta vida, juntamente com a presença real de Cristo em seu interior, faz da igreja uma entidade divina, um mistério, um milagre. Entretanto, sem substância, forma e ordem esta vida divina não teria onde habitar, nem meios de expressar-se na comunidade.

Por este motivo, o Novo Testamento fala muito de organização. As epístolas pastorais de Paulo e suas cartas aos cristãos de Corinto revelam que o grande apóstolo era um organizador. Ele lembrou Tito que o deixara em Creta a fim de pôr ordem nas coisas necessárias e ordenar presbíteros em cada cidade. Isto só pode indicar que Tito foi comissionado pelo apóstolo a fim de impor uma espécie de ordem sobre os vários grupos de crentes que viviam naquela ilha, e a ordem só pode ser alcançada através da organização.

Os cristãos têm cometido erros em várias direções por não compreenderem o propósito da organização e os perigos resultantes caso ela não seja controlada. Alguns não querem qualquer tipo de organização e as consequências são confusão e desordem. Estes dois elementos negativos não ajudam a humanidade nem servem para glorificar a Deus. Outros substituem a vida da igreja pela organização e embora tendo o nome de vivos estão na verdade mortos. Outros, ainda, se apaixonam de tal forma pelas regras e regulamentos que os multiplicam além de todo bom senso, e logo a espontaneidade se apaga dentro da igreja e a vida desaparece.

É com este último erro que me preocupo mais. Muitos grupos da igreja pereceram por excesso de organização, da mesma forma que outros por falta dela. Os líderes sábios devem ficar vigilantes com relação a ambos os extremos. O homem pode morrer tanto de pressão alta como de baixa, e pouco importa qual das duas o tenha matado. Ele está igualmente morto de um modo ou de outro. A coisa importante na organização da igreja é descobrir o equilíbrio escriturístico entre os dois extremos e evitá-los a ambos.

É doloroso ver um grupo de cristãos felizes, nascidos com simplicidade e unidos pelos laços do amor celestial, perderem gradualmente seu caráter simples, começando a tentar controlar cada movimento do Espírito e morrendo lentamente de dentro para fora. Essa foi, porém, a direção que quase todas as denominações cristãs tomaram através da História, e apesar da advertência feita pelo Espírito Santo e as Escrituras, essa é a direção que quase todos os grupos religiosos estão tornando hoje.

Embora haja algum perigo de que nossos grupos evangélicos possam sofrer atualmente de falta de organização apropriada, o perigo real certamente se acha do lado oposto. As igrejas se precipitam em direção à complexidade, como os patos para a água. O que se acha por trás disso?

Em primeiro lugar, penso eu, as raízes estão fincadas no desejo carnal por parte de uma minoria bem dotada de impor-se à maioria menos talentosa e mantê-la onde não possa interferir em suas ousadas ambições. A frase muito citada (e às vezes mal interpretada) é tão verdadeira em religião quanto na política: “O poder se inclina a corromper as pessoas e o poder absoluto corrompe totalmente.” A vontade de aparecer é um mal cuja cura não foi ainda descoberta.

Outro motivo para as nossas superorganizações é o medo. As igrejas e sociedades fundadas por homens santos com coragem, fé e imaginação santificadas, parecem incapazes de propagar-se no mesmo nível espiritual além de uma ou duas gerações. Os pais espirituais não tiveram capacidade para gerar outros com coragem e fé semelhantes à sua. Os pais tinham Deus e pouco mais, mas seus descendentes perdem a sua visão e procuram métodos e constituições para conseguir o poder que seus corações lhes mostram faltar-lhes. Os regulamentos e os precedentes endurecem então, formando uma armadura protetora, onde podem refugiar-se dos problemas. É sempre mais fácil e seguro encolher o pescoço do que lutar no campo de batalha.

Em nossa vida decaída existe um forte poder de atração na complexidade, afastando-nos das coisas simples e reais. Parece haver uma espécie de triste inevitabilidade por trás de nosso impulso mórbido em direção ao suicídio espiritual. Apenas através da percepção profética, oração vigilante e trabalho árduo é que podemos inverter o curso e recuperar a glória perdida.

Do livro “O Melhor de A. W Tozer” – Páginas 27,28,29

Saída

Saídas são espaços bem-vindos quando precisamos deixar um determinado lugar estreito, confinante, limitador. Desejamos encontrar a saída pois entendemos já não haver necessidade de ficar naquele lugar , ou porque ele ficou desconfortável, perigoso, mortal.

Quando , em poucos lances , identificamos a saída, bem sinalizada, aberta, clara,  tranquilidade e alegria enchem nossas mentes. Mas nem sempre é assim. Pode ser que a busquemos e não a encontremos. Não há sinalização. Não há luz. Portas podem estar fechadas. Não temos forças para sair, para andar e por fim deixar aquele lugar. Estamos presos. É quando precisamos de soltura, libertação.  Há libertações que precisam ocorrer em relação a algo externo a nós. Há libertações que precisam se dar dentro de nós. Todas igualmente terríveis, fortes.  Primeiro é necessário reconhecer que estamos escravos.

Digo a você , então, que há um Libertador. Deseje o Libertador. Quando ele libertar você, não sentirá mais a pressão das correntes em suas pernas e pulsos. O ar viciado do cativeiro cederá lugar para o ar puro da superfície. Novos sons. Novas visões. Novo sentir. Deixe o Libertador se aproximar de você. Diga a ele que você precisa de ajuda. Jesus é o Libertador.

Hélio R Magaldi, pastor da IBC.

A História da Páscoa

A História da Páscoa

Vídeo da Comunidade Luterana do Redentor, em Curitiba-PR – http://www.comunidadedoredentor.com.br

No livro de Êxodo, o segundo livro da Bíblia, no capítulo 12, um cordeiro precisa ser sacrificado por cada família dos israelitas antes de eles saírem do Egito, dirigidos por Deus. É em obedecer a essa ordem que está baseada a libertação daquele povo.

Jesus é o cordeiro que Deus entregou por nós e para nós. Assim ele é o Cordeiro de Deus, que morre e ressuscita para dar vida. Nele há salvação e libertação do poder do pecado, direção em nosso caminhar diário. Deixe a sua vida ser envolvida por essa oferta.

Igreja Batista Compartilhar :
Rua Antunes Ribas, 579, Santo Ângelo-RS.

3ª F, às 15:00 hs – Encontro de Mulheres.
4ª F,às 19:30 hs – Força para Viver, um encontro de Oração.
Sábado, às 08:30 – Encontro especial de oração.
2º sábado de cada mês, às 20:00 hs – Vigília, um encontro de 4 horas com Deus.
Domingo, às 19:30 hs – Celebração Especial.

Concílio de ordenação ao ministério pastoral

E as coisas que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar a outros 

Segunda carta de Paulo  a  Timóteo 2:2

Amada igreja,

Hoje foi um dia especial para mim e para a nossa igreja. Por mais de uma hora submeti-me a questionamentos sobre minha experiência de conversão a Cristo, meu chamado ao ministério pastoral, o que as Escrituras são para mim e  qual o seu conteúdo. Também respondi sobre a tradição cristã batista, da qual fazemos parte , expondo suas principais características. Diversos outros pastores nos assistiam, assim como familiares , membros da liderança da igreja e outros.

Graças ao bom Deus tivemos condições de ser bem sucedidos. Simultâneamente sete outros irmãos em Cristo, todos igualmente atuantes em suas igrejas também foram entrevistados.Que o Senhor continue nos abençoando , encorajando-nos a levar a frente os tesouros de sua graça que Ele tem depositado em nossas mãos. Toda glória seja dada somente a Deus e ao seu Filho Jesus.

Agradeço especialmente ao pastor Cláudio Andrade pela forma inteligente como conduziu o exame e ao pastor Edson pelo seu apoio em nosso dia de preparo.

05 de dezembro 2012, 1ª Igreja Batista de Curitiba.
05 de dezembro 2012, 1ª Igreja Batista de Curitiba.
Após o primeiro dia de concentração e estudos, o concílio em si.
Após o primeiro dia de concentração e estudos, o concílio em si.
Concílio 3
Palavras finais do Pastor Paschoal Piragine
Concílio 4
Aprovação com louvor
Concílio 5
Hélio e Anderson (ministro da área de esportes da 1ª Igreja Batista de Curitiba: Aprovados.

Do Inferno Para A Vida

Salvos pela Palavra

Fonte: Revista Veja: http://veja.abril.com.br/150798/p_086.html

Com Bíblias nas mãos, disciplina rigorosa
e solidariedade, as igrejas evangélicas invadem
cadeias e redutos de drogas para converter
e regenerar bandidos

Samarone Lima e Roberta Paixão

Foto: Oscar Cabral
José Gregório, o Gordo: hoje crente
da Igreja Presbiteriana.

“Aleluia, irmão. Que a paz do Senhor te acompanhe.” Quem escuta a saudação do porteiro José Carlos Gregório, um homem corpulento de modos gentis, em um edifício da Igreja Presbiteriana de Niterói, não imagina que ele já freqüentou as manchetes de jornais como bandido de grosso calibre. Nos anos 70 e 80, “Gordo”, como Gregório era chamado, foi um dos mais temidos líderes do Comando Vermelho, a organização criminosa que domina o narcotráfico nas cadeias e nos morros cariocas. Preso pela primeira vez em 1976 após um assalto a banco, Gordo brincou de gato e rato com a polícia por mais de uma década. Sua maior façanha foi humilhar toda a polícia do Rio de Janeiro, em 1985, quando pousou um helicóptero a 500 metros da guarda do presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande, para resgatar o parceiro José Carlos Encina, o “Escadinha”, na fuga mais espetacular já ocorrida numa cadeia brasileira. No último tiroteio em que se envolveu, em 1986, Gordo acabou baleado e preso. A foto dele, sentado no chão enquanto discutia com os policiais, foi publicada em todos os jornais. A fera estava presa. Entre prisões e fugas, Gordo já conseguiu descontar 23 anos da sentença de 64 a que foi condenado, e hoje está em regime semi-aberto. Convertido para a Igreja Presbiteriana em 1993, o bandido que fazia questão de se cercar de mocinhas bonitas e aventureiras agora se derrete apenas pela própria mulher, Solange. Em vez dos automóveis esportivos com os quais subia e descia os morros, agora anda em uma pacífica perua Topic azul, comprada em suaves parcelas, com que faz serviços extras de lotação. O salário mesmo, como porteiro, limita-se a 400 reais por mês. “É a primeira vez na vida que tenho um emprego honesto com carteira assinada. Estou ralando”, diz.

Gordo era um facínora e hoje é um homem honesto. Foi salvo de uma “vida infernal”, como gosta de dizer, graças à conversão religiosa. Seria apenas um excêntrico, se o que aconteceu a ele não estivesse se repetindo em cada favela, quebrada ou ermo brasileiro, por força de uma militância evangélica que consola e ampara os mais desesperados. A antropóloga Regina Novaes, do Instituto Superior de Estudos da Religião, o Iser, detectou o fenômeno. Após um estudo com 300 jovens da periferia do Rio, Regina descobriu que vem crescendo o número de garotos pobres que se convertem ao protestantismo de tipo neopentecostal ou evangélico, como forma de escapar àquela que é a maior força organizada nos locais em que eles moram: as quadrilhas de narcotraficantes. Habitantes de um mundo em que o emprego é escasso e as políticas públicas quase não chegam, esses garotos encontram nas religiões evangélicas um ambiente bem diverso da sisudez e do distanciamento que a Igreja Católica sempre manteve com seus fiéis.

“Sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias,
nas necessidades, nas perseguições, nas angústias
por amor de Cristo. Porque quando sou fraco,
então é que sou forte.”
(2 Coríntios 12:10)

Batida funk — Em vez de ritos contritos, as denominações protestantes que mais crescem fazem questão de celebrar cultos frenéticos, não raro animados pela batida funk que os meninos de morro tanto conhecem, em geral em bailes em que se consome muita cocaína. As letras das músicas são adaptadas. Sai de foco a exaltação à marginalidade para entrarem glórias e aleluias ao senhor Jesus. A animação é a mesma dos bailões, só que, em vez de guerras entre as “galeras” de jovens armados, o combate é contra o demônio. O crente não pode consumir drogas, e só isso já basta para afastar muitos da principal porta de entrada na criminalidade, a dependência dos traficantes.

Há outros fatores que explicam como os evangélicos, com suas Bíblias surradas nas mãos, estão corrigindo vidas tortas. Em vez do sacerdote católico celibatário, recrutado ainda menino pelos seminários e cevado no isolamento dos mosteiros e conventos, os novos líderes religiosos são cooptados no terreno mesmo em que floresce a marginalidade. Os pastores falam a língua do rebanho. Entendem seu sofrimento não por ouvir dizer ou porque estudaram. Sabem o que é não ter onde cair morto e sentir a sedução de ganhar muito dinheiro em pouco tempo, um milagre que, nesses lugares, só o banditismo permite. Divididos em mais de 100 ramos em todo o país, esses protestantes vêm salvando uma parcela da juventude dos desvãos da criminalidade porque se apóiam em uma disciplina rigorosa. É uma influência tão grande que a pesquisadora do Iser não hesita ao afirmar: “Hoje não se pode mais tratar de juventude e políticas públicas de segurança e combate à criminalidade sem levar em conta as igrejas evangélicas”. Os evangélicos estão em toda parte. Ainda mais entre os pobres. Pesquisa do Iser mostra que 63% dos seguidores da Igreja Universal ganham menos de dois salários mínimos. Na Assembléia de Deus, 62% vivem com 260 reais por mês. Formam um rebanho ordeiro, trabalhador e dedicado de 16 milhões de almas, que tornam o Brasil o terceiro maior país do mundo em número de protestantes. Mas é na luta contra o crime e as drogas que eles começam a ganhar uma batalha que aparentemente só à polícia compete.

O corpo e a alma de Wladimir Dias Franco, o Kellé, de 32 anos, são cheios de marcas. As do corpo permanecem. São dezenas de tatuagens do tempo sombrio que ele atravessou. Apesar da boa aparência de garotão, cabelos longos, família bem estruturada, aos 12 anos ele se iniciou nos cigarros de maconha. Passou para a cocaína e a vida começou a descer ladeira abaixo. As marcas chegaram à alma no momento em que ele começou a perder a luta contra as drogas. Quando já vendia pequenas quantidades de maconha para sustentar a dependência, em 1990, o rapaz entrou num templo evangélico da cidade de Osasco, na Grande São Paulo, onde vive até hoje. O pastor contava a parábola do filho pródigo, aquela em que um filho perdido retorna à casa do pai depois de vagar errante pelo mundo. Em meio a um choro convulsivo, Kellé decidiu que tinha chegado a hora de seu próprio retorno ao rebanho de Deus. Converteu-se.

Passados oito anos, o ex-drogado está casado com Marli, tem um filho de 4 anos e coordena na igreja evangélica de Vila Iara o Departamento de Evangelização, Assistência e Integração Social, voltado para o acompanhamento e ajuda aos dependentes químicos. É uma trajetória bem comum entre os evangélicos. Pastores que são um testemunho vivo da tragédia da dependência química explicam como se livraram dela com o auxílio da Bíblia. Hoje, mais de 300 clínicas de recuperação de dependentes de drogas e álcool espalham-se pelo Brasil movidas pelo combustível da fé. Os índices de recuperação que tais clínicas apresentam são semelhantes aos de centros de referência no setor, como os Alcoólicos Anônimos, 60%.

A regeneração de Kellé tem os três ingredientes nos quais se apóia o movimento evangélico — o contato com uma força espiritual profunda, a crença de que a felicidade pode ser aqui e agora, e uma eficiente rede de solidariedade, que proporciona uma sensação de amparo, refúgio, aceitação. Logo após decidir pela conversão, Kellé conseguiu um emprego com uma pessoa da igreja. Isso não acontece por acaso. O evangélico empresário prefere empregar irmãos de fé ou candidatos à conversão. Editoras bíblicas, canais de televisão, escolas, templos e bancos evangélicos são responsáveis por 600.000 empregos em todo o país. “Eu agora sou um escravo de Cristo, esta é a minha liberdade”, diz Kellé.

Culto na Casa de
Detenção, em São
Paulo: cabelo curto
e camisa engomada
Foto: Claudio Rossi

 

 

“Nota de 100 dólares” — Dispostos a retribuir tudo o que conseguiram da vida após a conversão, os evangélicos arregaçam as mangas e vão à luta nos lugares mais distantes. O pastor Renato Mac, ex-chefão do tráfico de drogas no Rio de Janeiro, mora numa casa no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, com a mulher e duas filhas. Acorda às 7 horas e reza durante uma hora inteira antes de seguir para o Centro de Recuperação de Drogados, no município de Vitória de Santo Antão, a 60 quilômetros do Recife. Geralmente passa o dia inteiro acompanhando a luta dos pacientes para se livrar das drogas e volta para casa à noite. Além dessa atividade, Renato é constantemente solicitado a dar palestras em igrejas e até universidades para falar sobre a guinada de sua vida. Dos 13 aos 18 anos, ele também foi do exército dos bandidos. Comandou três bocas-de-fumo no Rio e “cheirava cocaína com nota de 100 dólares”, lembra.

É contraditório, mas uma grande vantagem que os evangélicos levam reside exatamente no fato de eles ainda serem minoritários na população. A maioria de seus fiéis não vem de famílias protestantes. São convertidos. E a conversão, para eles, está longe de ser um encontro íntimo com Deus. É um espetáculo, compartilhado pelo povo que se apinha nos templos, em geral casas humildes. Ponto de partida e divisor de águas na vida de uma pessoa, a conversão representa a libertação do demônio, que acreditam ser a fonte de todo o mal, e o reencontro do indivíduo com sua natureza divina. A idéia de que miséria, dependência de drogas ou envolvimento com a criminalidade são fruto de uma força maligna que, uma vez expulsa, não deixa rastros na personalidade é fundamental. “É uma forma de reinventar a própria trajetória de vida. É até melhor do que Freud, porque com Freud você fica com a culpa”, ironiza Regina Novaes. Ao deixar todas as culpas e erros para o passado, esses homens recomeçam a vida como se estivessem novinhos em folha. “Limpos” ou “purificados”, como eles gostam de dizer, acreditam que não têm de aguardar a redenção de além-túmulo para ser felizes.

É um discurso sob medida para penetrar no inferno das prisões, apesar de não falar em direitos humanos. Talvez até por causa disso. Diferentemente da pregação católica, por intermédio da Pastoral Carcerária, os evangélicos não condicionam a salvação a uma mudança na mentalidade da polícia ou da sociedade sobre como se deve tratar um preso. Para eles, a salvação é individual. Nos presídios brasileiros, onde vivem 170.000 pessoas, multiplicam-se as cenas de batismo, em piscinas plásticas cheias de água. Somente na Casa de Detenção de São Paulo, o maior presídio da América Latina, com 6.800 presos, já são 1.600 almas que passaram para o exército da fé. O presídio da Papuda, em Brasília, tem 85% dos detentos convertidos. No Rio, os evangélicos calculam ter arrebanhado 30% dos detentos, o que representa 4.200 bandidos de Bíblia nas mãos.

“E a oração da fé salvará o enfermo, e o
Senhor o levantará; e, se houver cometido
pecados, ser-lhe-ão perdoados.”
( Tiago 5:15)

Babel de religiões — O mundo das penitenciárias é um lugar de que só se ouve falar quando há massacres, rebeliões ou fugas espetaculares. A imprensa do mundo inteiro noticiou o massacre de 111 presos na Casa de Detenção de São Paulo, em 1992, durante uma invasão da Polícia Militar. Depois disso, as única mudança foi que as celas voltaram a ficar abarrotadas. Mas, nesse período, os evangélicos atuaram sem descanso na Casa de Detenção — e seu trabalho faz diferença naquele ambiente degradante e desumano. São mais de 175 voluntários de nove denominações diferentes modificando a rotina e a vida de homens duplamente condenados. A Justiça subtraiu-lhes a liberdade. A indiferença social deu a eles a companhia sempre presente da violência, das doenças e da morte atrás das grades da prisão. Um levantamento do Núcleo de Estudos da Aids da USP revelou que 80% dos detentos estão contaminados com o bacilo da tuberculose, e um em cada cinco é portador do vírus da Aids.

É esse ambiente sórdido que todas as manhãs se transforma numa Babel de religiões. Na Casa de Detenção, alguns cultos chegam a reunir 200 pessoas. Ao invés do figurino clássico de cadeia — bermudão, chinelos e camiseta imunda —, o que se vê é um batalhão de presos de barba feita, cabelo cortado bem rente, calças compridas e camisas de mangas longas. “Glória, glória, aleluia” vem primeiro. Depois, na hora da reza coletiva, o que se ouve é um alarido de vozes, cada uma fazendo a própria invocação a Deus. Então, mais cantoria. A roupa para ir ao culto é passada, os tênis e sandálias são trocados por um sapato social, mesmo que surrado. “Tênis é coisa de malandro”, explica o pastor da Assembléia de Deus Otávio dos Santos, de 28 anos, condenado a 31 anos por homicídio, dos quais já cumpriu oito. Com os benefícios de redução da pena, ele deve deixar a cadeia ainda neste ano. Ao sair, vai continuar trabalhando para a igreja.

Para quem acredita que a conversão é apenas uma forma de tentar iludir a Justiça e conseguir remissão da pena por bom comportamento, o exemplo do preso Roberto Carlos Brito é eloqüente. Ele entrou na cadeia em 1982, com apenas 20 anos. Condenado a dezesseis anos por homicídio, cumprindo pena na Casa de Detenção de São Paulo, Brito não podia ver um início de rebelião que logo se envolvia. “Eu fui da turma dos barras-pesadas mesmo”, diz com a voz pausada. As penas por outros crimes na prisão foram aumentando, e ele acredita que deva ficar mais uns dez anos no xadrez. Converteu-se no ano passado e mora numa cela evangélica, onde reina o silêncio e a organização. Sem apoio de psicólogos, sem internação em clínica especializada, ele abandonou o crack e a cocaína.

Marcos Bezerra:
de líder do pó no Rio
de Janeiro a missionário
evangélico

Abrigo seguro — Uma passagem de um dos hinos mais populares, o Foi na Cruz, arranca exclamações exaltadas dos detentos: Mas um dia senti meu pecado e vi/sobre mim a espada da lei./ Apressado, fugi e em Jesus me escondi/ E abrigo seguro nele achei. Quem está fora do inferno que é uma cadeia pode pensar que o “abrigo seguro” de Jesus seja metafísico. Não é. As alas particulares são a maior conquista dos evangélicos nas prisões. Em dois pavilhões da Casa de Detenção de São Paulo, eles já se apossaram de dois andares inteiros, num total de quarenta celas vizinhas, só freqüentadas por irmãos de fé. Nelas, não há violência sexual, imundície, assassinatos ou brigas. Oásis de paz em meio ao horror que se esconde atrás dos muros da cadeia, atraem por isso a atenção de outros presos. Mas não entra nesse setor quem quer. Os missionários obrigam os candidatos a cumprir uma espécie de quarentena religiosa, que reprova os falsos crentes. É uma prova de fogo, porque exige dos homens a virtude de santos quando eles ainda estão na área comum, expostos a toda a violência da prisão. Os que passam pelo teste são admitidos nas alas como hóspedes. Durante um mês, submetem-se à rotina de leituras, orações, culto e trabalho em oficinas. Só os que conseguem convencer que realmente têm vocação para servo de Cristo obtêm permissão para continuar. O processo é monitorado pelos mais antigos, com o aval da direção do presídio. O “irmão” que for pego desobedecendo às normas é imediatamente expulso da ala, e volta ao limbo que é o restante da cadeia. Quem entra para o exército da fé nas cadeias passa a ser vigiado não só pelo carcereiro mas também pelos outros evangélicos.

“O Senhor, do alto do seu santuário, desde os
céus, baixou vistas à Terra, para ouvir o gemido dos
cativos, e libertar os condenados à morte.”
( Salmo 102 )

“Essas alas evangélicas funcionam muito bem. O contato com irmãos de fé faz o preso ficar mais dócil, mais disciplinado. Ele aceita melhor as regras da casa”, explica Hertz Andrade, coordenador do sistema penitenciário do Distrito Federal. Mas mesmo em Estados que não têm essa política informal de criação de setores evangélicos nas cadeias, como o Paraná, o Rio Grande do Sul, a Bahia e Pernambuco, os crentes acabam ficando juntos. Como a maioria dos convertidos tem bom comportamento, eles ficam separados em alas reservadas aos presos de baixa periculosidade e acabam beneficiados nas avaliações de progressão de regime (fechado, semi-aberto e aberto) e de pena (condicional). Segundo o superintendente do Sistema Penitenciário de Pernambuco, Américo de Oliveira, normalmente a recuperação dos convertidos é visível e rápida. Os evangélicos passam o dia envolvidos em pequenos serviços de mecânica e marcenaria, além de assumir cargos burocráticos nos presídios.

“Bem-aventurados os irrepreensíveis
no seu caminho, que andam na Lei do Senhor.”
(Salmo 119)

Natália ainda fuma — O que os evangélicos fazem, seja nas favelas mais violentas, seja nas celas úmidas dos presídios, é lançar apenas um feixe de esperança quando geralmente não há mais ninguém nem para uma conversa. Eles ainda são a exceção num ambiente deteriorado. Mas começaram a promover alguma mudança nesses lugares antes mesmo que o mundo externo — polícia, Justiça, Estado, sociedade — se comovesse e tomasse a decisão de interferir. Nem sempre é um caso de mão única. O paranaense José Fortunato da Silva, conhecido como “Natália” nas ruas de Curitiba, onde se prostituía, fumava maconha e cheirava coca, se converteu em 1996 à igreja Paz e Amor. Chegou a deixar de fazer programas, mas as visitas à igreja começaram a rarear. Não conseguiu ainda se livrar da maconha. “Tem de ter muita força de vontade e mesmo assim não é fácil”, lamenta.

Os desesperados têm-se revelado um material humano capaz de renascer dos piores abismos. É nessa crença que está a força dos evangélicos. Uma força que salva vidas. Marcos Bezerra fez fama nos morros do Rio, no final dos anos 80. Gerente do tráfico de cocaína, liderou um exército de trinta homens armados de pistolas automáticas. “Matar, roubar e destruir era natural. Ninguém podia vacilar”, conta o ex-bandido, que ficou conhecido no mundo do crime como “Marcos Maluco”pela ousadia com que invadia morros inimigos para tomar bocas de fumo. Do bando, doze já morreram, oito pagam pelos crimes atrás das grades e o restante desapareceu. O mais provável, avalia Marcos, é que tenham sido eliminados nas guerras de quadrilhas. Ele, que era o líder do bando e estava sempre com o nariz sangrando por causa do consumo exagerado de cocaína, é hoje missionário da Assembléia de Deus. Marcos mora com a mulher e os dois filhos numa confortável casa de dois dormitórios em São Paulo. A renda da família, 1.000 reais ao mês, ele obtém comprando roupas de pequenas confecções e revendendo-as para lojas. Sempre com um terno impecavelmente alinhado, celular à mão, circula em seu Voyage pelas principais igrejas da cidade, contando o inferno que foi sua vida até se converter, em 1992. Sobrevivente, foi a fé que o salvou.

PMs de Cristo

Policiais evangélicos:
com Deus e a
Bíblia
para enfrentar a violência
e a criminalidade
Foto: Claudio Rossi

O fenômeno das conversões não se limita ao universo dos bandidos. Na outra ponta do mundo da violência está surgindo uma legião de convertidos que se apega à Bíblia e ao Evangelho para enfrentar a criminalidade — são os policiais militares. Em 24 Estados brasileiros já existem associações de PMs evangélicos. A força do movimento foi constatada neste mês, no 1º Congresso Nacional de Militares Evangélicos. Mais de 300 homens da Marinha, do Exército, da Aeronáutica e de órgãos de segurança se encontraram em São Paulo para discutir os caminhos da evangelização em um tempo de violência e aumento da criminalidade. “Só há uma forma de enfrentar a violência. É com Deus no coração”, diz o coronel da reserva da PM Odilon Gonzaga, diretor da Associação dos Policiais Militares Evangélicos de São Paulo. A estimativa é de que 10% dos 80.000 policiais tenham passado para o batalhão de Cristo. Antes de entrar em uma viatura, é comum esses policiais lerem a Bíblia e clamarem por proteção divina. “Temos vários policiais que foram matadores e hoje estão convertidos”, frisa Odilon. “Um PM evangélico trata melhor a população e tem mais cuidado antes de se envolver em corrupção. Motivo? É pecado ser mau. É pecado ser corrupto.”

Pecado ou não, um dos casos mais clamorosos de abuso de autoridade e violência por parte de policiais militares, o da Favela Naval, em Diadema, foi protagonizado pelo PM evangélico Otávio Lourenço Gambra, o “Rambo”. Nos dias 3, 5 e 7 de março do ano passado, “Rambo” comandou uma gangue de policiais que se aproveitou da farda para torturar, extorquir, roubar e matar. Como em todos os setores, a religião dá a orientação. Obedecer fica a critério de cada um.

Com reportagem de Sandra Brasil,
de Brasília, Luis Ferreira, do Recife,
e
Andréa Vendramini, de Curitiba

Treinamento do Ministério de Administração

   Administrarás a minha casa, e à tua palavra obedecerá todo o meu povo; somente no trono eu serei maior do que tu. Gênesis 41.40

Nesses dias recebemos a visita dos amados Joyce e Andrey, da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Eles nos apresentaram algumas ferramentas de administração que auxiliarão em processos administrativos atendendo a diferentes áreas da vida da igreja.  Rosângela, Carina e Márcia participaram do treinamento. Em nossa casa nós conversamos muito, oramos, nos alegramos e recebemos informações dos importantes esforços da PIB de Curitiba em todas as áreas ministeriais e ouvimos sobre como a administração servia a cada um deles. Que o Senhor esteja com todos que compõe esse grande ministério. Clique nas imagens , depois expanda-as individualmente.

Jornadas de Oração

Jornadas de Oração

No segundo sábado de cada mês nos reunimos em uma jornada de até quatro horas de duração,  em que nos apresentamos a Deus em oração, louvor e observação especial de sua Palavra. Por vezes realizamos alguma dinâmica de oração, baseados em algum tema . Num determinado instante do encontro paramos para realizar um lanche: Uma koinonia (comunhão) no alto da noite. Muito do que temos experimentado de provisão , em vários sentidos, da parte de Deus, em nossa igreja, vem desses momentos.

As crianças nos surpreendem ao demonstrar especial atração por essas noites. Em geral, elas vão direto para as salas destinadas especificamente para a realização de suas atividades, e lá brincam em plena paz até a hora do lanche ou quando chamadas para participar de um momento de oração destinadas a elas, quando impomos as mãos sobre cada uma e intercedemos por suas vidas.

Iniciamos sempre com uma palavra de esclarecimento sobre o valor da oração, com grande espontaneidade, e prosseguimos com músicas de louvor. Pequenas ministrações, orações  e testemunhos   podem intercalarem-se com os louvores . A certa altura da noite dobramos os joelhos, e nossas orações se transformam em clamores.  Também é comum assistirmos a algum vídeo de curta duração, de louvor, mensagem ou testemunho, que se relacione ao tema da vigília.  De alguma forma queremos repetir como Moisés: Rogo-te que me mostres a tua glória. Ex 33.18

 

Vem me socorrer (Palavrantiga)

Marcos Almeida – Vem Me Socorrer from Estúdio Clicka on Vimeo.

E quando tudo perder o sentido. E quando as cores se desbotarem. E quando a luz se tornar em escuridão. E quando nenhuma palavra e nenhum acorde puder expressar a sua dor. Só nos resta dizer :vem me socorrer. Nessa música, Marcos Almeida  nos coloca um clamor nos ouvidos para aprendermos a tê-lo nos lábios quando for necessário.

 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,  não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam.  Salmo 23.4